A recente pandemia, como alguns chamam a transmissão global do vírus COVID-19, reacende um debate que já tivemos por aqui anos atrás e que diz respeito às doenças que os vampiros podem transmitir. Porém, inicialmente preciso falar que isso tudo me faz lembrar de 102 anos atrás em 1918 quando a humanidade enfrentou a temida e devastadora Gripe Espanhola.
Não podemos comparar aquela época com esta, pois os hábitos, principalmente os de higiene, são muito diferentes! Mesmo no Brasil daquela época eram poucos que tomavam banho mais de uma vez por semana, talvez no verão em função do calor. Tampouco, ia-se as praias para banho, pois normalmente tais lugares eram vistos como solução para limpeza dos penicos.
Outro ponto importante a se destacar sobre a diferença daquele momento para este é que não existia comunicação global, portanto era extremamente difícil saber se em algum ponto do globo havia cura ou mesmo boas práticas que atenuassem os sintomas e as mortes humanas. Sem falar que estávamos enfrentando ainda a WWII, e vários países que poderiam investir na cura, voltavam seus investimentos científicos e de pesquisa em armas ou equipamentos militares para suas tropas.
Em específico sobre os vampiros e sua alimentação é preciso falar que todo sangue consumido por nós vai para um estomago diferente do padrão. Sim, nossos órgãos são diferentes dos humanos normais. Alguns são atrofiados, quase “secos” e outros se adaptam sobrenaturalmente ao novo funcionamento pós transformação.
Já mencionei aqui que existem especialistas no assunto, o Dr. G, por exemplo, fez ótimos estudos anatômicos em 1737, alguns deles foram publicados e os volumes que restaram certamente figuram entre os mais aclamados pelos colecionadores. Em seus tratados havia desenhos, no qual tive a oportunidade de apreciar em certa biblioteca, um estomago confundível com um balão e saindo deste algumas veias que se conectavam ao resto do corpo.
É importante salientar que em nosso organismo o coração também é um órgão inerte, então o todo processo circulatório decorre deste estomago vampiresco sobrenatural. Rins, fígado, intestino… Todos eles também são atrofiados e a digestão ou adequação do plasma também ocorre neste órgão e é preciso salientar que ela pode ocorrer muito rápido caso o vampiro esteja a tempo sem se alimentar.
É de conhecimento geral que vampiros sentem pessoas doentes, alguns inclusive se recusam ou tem asco de se alimentar de indivíduos que possuem enfermidades. Porém, se isso for necessário e em poucos segundos mais tarde esse mesmo vampiro morder outra pessoa existe a chance da doença do primeiro ser transmitida ao segundo. Todavia, os Regrados nos estimulam a evitar tal procedimento.
Assim como na sociedade humana, a sobrenatural também se preocupa com as epidemias e demais problemas globais. Afinal, o ecossistema precisa funcionar…