Grimório

Status quo vampiro: intro - pt1

Por Jean Felski em São Paulo

Publicado em 24/05/2022

Status quo vampiro: intro - pt1

Nos últimos anos eu tenho passado muito tempo na fazenda. Certamente, foi o local onde a Pepe e eu nos sentimos mais confortáveis em passar um tempo, em especial ao longo da pandemia. Nela, guardamos nossos bens mais preciosos, os anciões hibernam no subterrâneo e há espaço suficiente para a prática de nossos poderes.

Inclusive, muitos dos aprendizados da Pepe tem ocorrido em meio as videiras, a conhecidíssima planta que gera a uva, no qual utilizamos uma parte para fazer vinho. Cabe aqui uma curiosidade! Tais garrafas por vezes nos servem como disfarce para meia dúzia de garras de sangue que sempre temos por perto para consumo próprio.

Certamente, o vinho é um hobbie, tal qual o reflorestamento. Este que formou a floresta que cobre boa parte do restante das terras e serve de abrigo para animas dos mais variados como pumas, lobos, macacos… Biologia, era um interesse muito íntimo do barão, no qual ele colocou em prática em tais terras. Talvez por isso nossa intimidade com esse local.

Outros espaços

Além da fazenda, nós possuímos outros espaços ao redor do globo. Já falei aqui das fábricas, já falei de um pub ou outro e até de alguns apartamentos. Apesar deles, acho que nunca comentei de um lugar especial que fica na Europa e este, tal qual a fazenda merece um detalhamento, pois foi palco de uma aventura pouco antes da pandemia.

Tal lugar é uma quadra em um centro urbano. Na parte acima da terra há prédios e comércios alugados e na parte do subsolo mantemos algumas garagens e salas fechadas para nosso uso. O lugar está longe de ser uma Bat Caverna, mas por lá existem algumas tecnologias, quartos confortáveis, no qual eu já utilizei no projeto “Escolhidos”. Lá também há alguns carros, motos e temos um certo acervo de armas e demais itens disponíveis conforme a necessidade.

Como este local é estratégico, eu não vou nem mencionar o país, mas digamos que fica no hemisfério norte. Onde obviamente leva-se um tempo para se chegar vindo do Brasil. Outro detalhe superimportante é que ali em tal centro urbano há uma sociedade de vampiros mais organizada, então é um ponto bastante estratégico para o clã.

Pois bem, aqui começa a introdução desta aventura. Algo que envolve bruxaria, magia e um vampiro amigo da época em que vivi em Berlin, chamado Julian. Este já foi o vampiro líder de Londres e depois de um tempo em tal função ele também tem se dedicado ao seu clã.

Movimentando o status quo

Semelhanças de gestão a parte, sempre nos identificamos e devido a proximidade de interesses e minha passagem pelo lugar, surgiu a oportunidade de trabalharmos juntos em algo que iria além de nossos clãs, algo focado na comunidade vampiresca. Tudo começou num papo em meus domínios com um membro dos regados, chamado Rudolf e aliado de Julian.

- Sei que ambos os clãs namoram ideais anárquicos, mas apesar disso sempre estão conosco em temas coerentes, como a proteção aos anciões e a convivência harmônica com os outros seres. E é por isso que peço ajuda a vocês com relação há um grupo de radicais que buscam a supremacia vampírica e querem movimentar o status quo.

Olhei para o Julian e soltei:

- Meu grupo é pequeno, o de Julian não é tão diferente… não seria o caso de vocês pedirem apoio dos mais influente?

- Esse é o problema meu jovem, esse grupo tem raízes na Europa, África e na américa do sul, estamos buscando alternativas para mitigar a influência deles nessas sociedades, haja vista, que percebemos membros dentro dos grandes clãs.

- Sei, senhor… E o quanto aos recursos do Regrados vai estar em nossas mãos?

- Aye, o que está em oferta pra gente se meter nisso, cara! – Apoiou-me Julian com seu sotaque típico de Yorkshire.

- Fiquem tranquilos que a linha será aberta as necessidades dos senhores, naturalmente haverá benefícios em termos de visibilidade e território.

Olhei para Julian e acenei em favor de tal empreitada. Pegamos mais detalhes e depois da saída de Rudolf, tratamos de montar uma estratégia.