Grimório

Pavor, temor, terror, horror

Por Jean Felski em São Paulo

Publicado em 17/10/2011

Pavor, temor, terror, horror

Este texto foi enviado pea Rafizia e digo que me surpreendeu. Confesso que até procurei referências na internet para saber se era de algum autor conhecido, mas pelo visto foi nossa querida crítica que o fez. Na falta de um título eu gostei e adotei uma frase contida em uma das estrofes.

Pavor, temor, terror, horror

Retiraram-se de seu sono profundo Quem? Meus senhores das trevas Emergiram das águas sombrias de profundeza que refrescam o meu lado perverso Esforçam-se em cultivar minha parte pouco iluminada Tentam subjugar minha pureza remanescente Por um instante, exerço fé em sua força e permito que esta me domine E perco o controle

Desejar: preciso de uma realização Anseio emudecer essas vozes que me deixam sem escolha Calar o que me incentiva a praticar ações que ultrapassam os limites da moralidade Ajoelhada, imploro pela piedade, pela misericórdia Entretanto, meu coração já não enxerga a beleza Deletou a compaixão de seu léxico há muito tempo

Sensação: Enquanto me envolvem em seu aconchegante e maléfico leito? Um êxtase viciante, um prazer vivificante, reanimador, revigorante O delírio me possui e o cessar de uma vida me seduz Seus pedidos de socorro, todo o seu pranto, todo o seu choro Não me fazem recuar Incentivam-me a acabar logo com o seu sofrimento Que belos se tornam seus olhos com esse desespero tão transparente Pavor, temor, terror, horror Apenas me motivam a fazer o que você não quer

Fim de Jogo: “Droga, ainda vou ter que limpar essa sujeira?” Digo chutando o corpo ausente de vida Acabo de concluir minha tarefa A sensação de êxtase passou tão depressa E eis que se torna um vício A minha derrocada , destruição e precipício Após cometer o pecado não posso fugir de meu erro Por mais incrível que pareça Preciso cometê-lo novamente Outra vez, de novo, meu subconsciente me suplica E o farei meu querido… de uma forma bem prazerosa Dum modo bem divertido, criativo e original

Perdem as suas forças Quem? Meus senhores das trevas Retornam às suas masmorras Mergulham no calabouço e são acorrentados pela minha luz Sua sede foi saciada Sua vontade realizada Não mais me pertubarão Pelo menos… por esta noite