A parte anterior desta história está aqui: https://www.wampir.com.br/o-vento-assoviando-na-persiana/
Os cabelos curtos no estilo mais atual, os óculos sem grau apenas para dar um ar de estudioso, apesar da armação moderna. A camisa larga para esconder seu corpo ainda musculo e uma bolsa de couro novinha onde sempre há um livro qualquer, um bloco de anotações e várias canetas e lápis.
- Todo engomadinho heimm “Seba”
- Olá herr Wulfdert…
- Já te disse um zilhão de vezes pra não me chamar assim.
- Ahh velhos hábitos, meu senhor.
- Porra, dá pra parar com a formalidade?
- Desculpa Herr
- Putz, tá… Me conta ai o que descobriu…
Sentamo-nos numa mesinha da varanda e a noite estava tranquila com pouco vento e céu estrelado. Divagamos por alguns minutos até que Pepe chegou com sua scooter.
- Ui sumido!
- Boa noite senhorita Penélope!
- Uouu fazia tempo que eu não ouvia meu nome…
- Cara… Abstrai o jeito dele, eu faço de tudo pra ele deixar de ser um robô (risos) mas tá difícil!
- E ai, descobriram alguma coisa sobre os adolescentes?
- O Seba achou mais alguns casos de Embolia gasosa… Esse três aqui tem a mesma idade.
Pepe analisou a ficha deles e prontamente comentou o que viu:
- Hey e se não bastasse a idade ser semelhante são da mesma cidade?
- Sim, a meu ver o padrão desse serial killer é o ternário. - Disse Sebastian ajeitando os óculos.
Ao longo daquela noite montamos um mapa, identificamos todas as similaridades das vítimas e numa espécie de anamnese, separamos eles em grupos menores por gênero, etnia, parentesco, hábitos e possíveis comportamentos na época de suas mortes. Não descartamos a hipóteses de serial killer levantada por Sebastian, mas havia algo que não encaixava.
A única hipótese que tínhamos é de que haveria uma terceira vítima em breve e isso me fez ir atrás de um velho contato da região. Algo que evito ao máximo, haja vista que seria um trabalho para o meu outro eu: Hector Santiago.
Leia a continuação aqui: https://www.wampir.com.br/o-colecionador-de-cada-um/