Mesmo muito decepcionado com a visita ao bairro proibido, Juan insistiu em verificar também o endereço que correspondia ao núnero de telefone que Evelyn fornecera no check in do hotel.
Agora dando ouvidos aos avisos de Miguel, Juan confirmou com o serviço de auxilio a lista de Paris o endereço correspondente ao número de telefone, 01 56 20 25 70, que ela registrou e o endereço que correspondia ao nome completo dela, Evelyn Dobois. Os dois indicavam o mesmo lugar, Avenue Verdun número 44. Durante uma conversa com Miguel, o mexicano exalava esperança. Contente com a correspondência dos endereços, Juan insistia que o outro endereço deveria ter sido um engano ou uma pegadinha de Evelyn. “Era só uma brincadeira dela” dizia Juan, “Ela só está me testando, quer saber o quanto a quero.” Miguel continuava desconfiando e tentou fazer o companheiro entender isso. “Talvez não seja isso, ela pode não querer ser encontrada.” “Não! Tenho certeza que ela quer me ver. Por que então deixaria o nome e o telefone corretos?” Juan estava cego. Não conseguia se perdoar por ter demorado a aparecer em Cancún e acreditava que a mulher havia se enfurecido com sua “estratégia de conquista”. Muitas vezes enquanto rolava na cama do hotel em Paris tendanto dormir, se perdia em pensamentos que diziam a ele que ela não era uma mulher como as outras, que jamais ele deveria ter sido tão imprudente e utilizado a mesma “tática” que fez tantas outras cederem aos seus encantos antes. Mas Juan ainda era um garotão, jovem, sedutor e desacostumado a ser rejeitado, nunca escaparia da sedução de uma mulher madura e bem resolvida feito Evelyn.