Grimório

Eu aclamo

Por Jean Felski em São Paulo

Publicado em 27/09/2012

Eu aclamo

Onde está meu ego? Perdido entre as sensações que nego? Ou será que realmente, o monstro sou? Nunca liberto-me do pavor, À alguém, eu conto meu temor… À alguém, eu faço as preces, Para encontrar sentimentos alegres.

O desejo sanguinário dentro de mim, nunca morre, O ódio sobre todos os humanos, apenas dorme. Eu que venho das profundas sombras misteriosas, Eu que vago em pensamentos e discórdia, A vida de uma criatura lamentável, Não sabe se existe algo, Que a liberte de tanta insegurança, dúvida e dor. Abandonada foi, pelo amor.

Ó pai, Ó pai, se estás tu aí em cima, Se és tu dono de tanto… Alivia meu pranto. Filho do filho que gerou o pecado. Sou eu errático. Sou eu o herdeiro, que possuiu a mente inundada de perguntas, Sou eu o vampiro que chora por teu sorriso para mim, Sou eu quem lhe faz os pedidos para dormir, Um sono ao qual eu tenha um sonho de luz.

Eu sou o mal e o bem… Eu possuo as qualidades e o desdém. E eu clamo a ti, um pouco de compreensão, Um pouco de iluminação, Ao caminho que sou fadado a andar.

Ó força superior, Ó força superior, Livre-me do horror. Livre-me do calor, O calor dos humanos, sujos, impuros e traiçoeiros, Seres esses que deveriam está de joelhos, Perante a presença de seu criador. Eu sei, que ainda nutres um grande amor, Por esses insolentes sem escrúpulos. O teu perdão eu imploro, por tirar a vida desses impuros.

Enviado por Armand Anthony.